A dúvida tá aí. Ou alguém acredita que é possível ter plena certeza pra simplesmente ir lá e fazer acontecer? Não, é imposível.
Mas calma. Por que não? Por que simplesmente não tentar? Arriscar-se um pouco na vida é o que garante nossa alegria de viver. Então, fico à beira daquele abismo que me dá frio na barriga, fecho os olhos e me jogo de lá de cima, sem pensar. E a sensação é maravilhosa.
O vento bate no rosto com mais intensidade, e sinto-me livre. Agora consigo acreditar que muito mais coisas são possíveis. Ainda não sei se existe uma corda amarrada ao meu pé e me manter segura, mas tento não pensar nisso agora. Só a sensação de liberdade da queda livre já tem me deixado deveras feliz. Só pela liberdade.
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14 de outubro de 2008
22 de setembro de 2008
Como já disse há algum tempo, sou muito mais sensorial que espiritual. Acredito naquilo que posso ver, ouvir, cheirar, provar e sentir. Acima de tudo, sentir. Aquilo que me causa uma sensação boa, ruim, que me faz ficar com calor ou com frio, que me dá arrepios...
Acredito apenas que existe uma coisa que não podemos controlar: o rumo das outras pessoas e a passagem delas por nossas vidas. Tudo podemos determinar como será, nosso futuro, nossas escolhas, nossas vontades, nosso destino. Mas o rumo de quem passa por nossas vidas não está sob nosso controle. Por isso, tento aproveitar ao máximo o aparecimento de cada pessoa que está no meu caminho.
Sempre serei a melhor pessoa, sempre serei atenciosa, sempre terei carinho e atenção, sempre me entregarei de corpo e alma. Porque cada pessoa é especial e única, e o único motivo que consigo entender para que cada um cruze nosso caminho é porque trará algo pra nossa vida, e sempre será bom, no final das contas. E que nem sempre todas as pessoas ficarão e poderão se interligar mais vezes com o nosso, mas seus caminhos poderão tomar novos rumos... Mas só uma passagem pode ser suficiente pra que ele mude completamente.
Acredito apenas que existe uma coisa que não podemos controlar: o rumo das outras pessoas e a passagem delas por nossas vidas. Tudo podemos determinar como será, nosso futuro, nossas escolhas, nossas vontades, nosso destino. Mas o rumo de quem passa por nossas vidas não está sob nosso controle. Por isso, tento aproveitar ao máximo o aparecimento de cada pessoa que está no meu caminho.
Sempre serei a melhor pessoa, sempre serei atenciosa, sempre terei carinho e atenção, sempre me entregarei de corpo e alma. Porque cada pessoa é especial e única, e o único motivo que consigo entender para que cada um cruze nosso caminho é porque trará algo pra nossa vida, e sempre será bom, no final das contas. E que nem sempre todas as pessoas ficarão e poderão se interligar mais vezes com o nosso, mas seus caminhos poderão tomar novos rumos... Mas só uma passagem pode ser suficiente pra que ele mude completamente.
1 de setembro de 2008
Salto alto. Batom, blush, rímel. Escova, chapinha. Tudo certo, ela está linda. Porém, só para mais um dia de trabalho. Ela não consegue mais viver sem parecer impecável. Pega suas coisas e segue para o caminho que todo dia.
É independente: mora sozinha, trabalha num lugar legal, tem seu carro... Mas está solteira. Já passou por todas as fases: raiva, culpa, aceitação. Agora vivia simplesmente a indiferença. Sempre que sai, pode ficar com alguém, mas nunca é Alguém. Pode até durar mais que uma noite, mas ela tem se importado tão pouco com isso...
Agora sua vida é outra: sua carreira cresce de maneira meteórica, ela junta dinheiro para agora poder viajar e realizar o sonho de sua vida: viajar pelo mundo. Mas agora apenas sai para trabalhar; gosta muito de sonhar, mas precisa manter seus pés no chão para tornar seu grande sonho realidade.
A caminho do trabalho. Trânsito. Aproveita para checar a maquiagem. Retoca o batom; o celular toca. É sua afilhada. Não, ela não é tão velha assim, é a irmã mais nova de sua melhor amiga. A menina, agora uma mulher com 22 anos, a considera como mais uma irmã. Novidades: ela está grávida. Não tem como não ficar feliz, é como se ela mesma fosse ganhar um sobrinho.
E a gravidez traz uma alegria tão bonita... Dá os parabéns, pede para deixá-la a par de todas as novidades em relação ao bebê. Ela está feliz. Mas não sente assim. Por quê? Ela tem 35 anos. É bonita, independente, tem um trabalho legal, mora sozinha... Mas está solteira. Sua afilhada está grávida. E ela sente que dali não passará.
Qual será seu futuro? Qual o sentido de sua vida, de todo seu sucesso, se não tem ninguém para quem deixar tudo o que conseguir? Mas... ela precisa deixar algo para alguém? Ela viveu, aproveitou, e não se arrepende de nada.
Tem sim algo para deixar; pode ajudar sua tão querida afilhada a cuidar desse bebê que vem a caminho. Ela não precisa ser mãe, ela pode sim aproveitar seus 35 anos bem vividos na Europa e quando voltar (e se voltar), um dia, ter seu filho também. Enquanto isso, leva sua vida.
Está divina. Uma mulher tão bem disposta assim às nove da manhã é de impressionar qualquer um. E tudo isso simplesmente porque ela tem muita vida para viver.
É independente: mora sozinha, trabalha num lugar legal, tem seu carro... Mas está solteira. Já passou por todas as fases: raiva, culpa, aceitação. Agora vivia simplesmente a indiferença. Sempre que sai, pode ficar com alguém, mas nunca é Alguém. Pode até durar mais que uma noite, mas ela tem se importado tão pouco com isso...
Agora sua vida é outra: sua carreira cresce de maneira meteórica, ela junta dinheiro para agora poder viajar e realizar o sonho de sua vida: viajar pelo mundo. Mas agora apenas sai para trabalhar; gosta muito de sonhar, mas precisa manter seus pés no chão para tornar seu grande sonho realidade.
A caminho do trabalho. Trânsito. Aproveita para checar a maquiagem. Retoca o batom; o celular toca. É sua afilhada. Não, ela não é tão velha assim, é a irmã mais nova de sua melhor amiga. A menina, agora uma mulher com 22 anos, a considera como mais uma irmã. Novidades: ela está grávida. Não tem como não ficar feliz, é como se ela mesma fosse ganhar um sobrinho.
E a gravidez traz uma alegria tão bonita... Dá os parabéns, pede para deixá-la a par de todas as novidades em relação ao bebê. Ela está feliz. Mas não sente assim. Por quê? Ela tem 35 anos. É bonita, independente, tem um trabalho legal, mora sozinha... Mas está solteira. Sua afilhada está grávida. E ela sente que dali não passará.
Qual será seu futuro? Qual o sentido de sua vida, de todo seu sucesso, se não tem ninguém para quem deixar tudo o que conseguir? Mas... ela precisa deixar algo para alguém? Ela viveu, aproveitou, e não se arrepende de nada.
Tem sim algo para deixar; pode ajudar sua tão querida afilhada a cuidar desse bebê que vem a caminho. Ela não precisa ser mãe, ela pode sim aproveitar seus 35 anos bem vividos na Europa e quando voltar (e se voltar), um dia, ter seu filho também. Enquanto isso, leva sua vida.
Está divina. Uma mulher tão bem disposta assim às nove da manhã é de impressionar qualquer um. E tudo isso simplesmente porque ela tem muita vida para viver.
6 de agosto de 2008
Sabe? Cansei de historinhas de amor que a mulher só se fode. Assim, ela conhece um cara na balada, ou num jantar, ou num encontro com os amigos dela, tem um cara xis lá, eles começam a conversar, trocam telefones, saem e começam um relacionamento. Que às vezes pode durar uns meses, ou como a maioria dos que ouço por aí, umas semanas. Suficientes para umas trepadinhas ocasionais até o tal cara perder o tesão inicial pela tal moça.
É claro que ela se apaixona, e acredita que pode conquistá-lo. Ele some sem mais nem menos, e ela fica arrasada, achando que nunca conseguirá ter um relacionamento estável ou alguém que a ame de fato pelo que ela é.
Argh, vou vomitar.
Sério. Mulher é foda e digo isso com conhecimento de causa. Nós falamos tanto que os homens são muitas vezes uns babacas, e até são, quando são filhos da puta suficiente para trair suas namoradas/noivas/esposas, pegar você na balada e querer sustentar esse relacionamento até que ele enjoe do caso e volte pro relacionamento estável, ou uma das duas trouxas descubra. Agora me digam: por que raios uma mulher não pode simplesmente pensar só no lado "Girls just wanna have fun"?
Eu ultimamente tenho pensado assim. Bem egoísta mesmo. Eu quero me divertir. Eu quero aproveitar a minha vida, porque ela não é pra sempre. Agora, alguém me explica por que, como toda mulher, tenho que ser obrigada a passar por crisezinhas sem cambimento e surtos por caras que nem são tão importantes assim?
Meu problema eu sei qual é. Não consigo esquecer. Supero, sim; porque afinal de contas, ficar remoendo caso antigo deve dar câncer. Mas a minha memória é traidora. Músicas, cheiros, lugares, falas, situações coincidentes. Um desses itens, e pronto: a babaca aqui já começa a ficar mal.
Mas tenho superado isso. Teho acreditado mais que sou alguém que vale a pena, e que também su muito nova pra encanar com bostinhas assim. E puxa vida, acredito que toda mulher pode ser assim também. Não dá pra ficar sofrendo por todo cara que a gente se relaciona, a gente também pode pensar como homem e no fundo só querer um pouco de sexo, porque isso também faz bem.
E juro: toda vez que vejo uma mulher sofrendo porque um cara ficou com ela - ele querendo diversão; ela, amor - e sumiu depois de um tempo, me faz acreditar e ser cada vez mais desencanada e agir exatamente como eles agem. Porque as mulheres também podem se divertir e não querer nada sério.
Sem feminismos resguardados, mas o papo do sexo frágil está tão fora de moda e tem tanta gente usando que às vezes fico irritada...
É claro que ela se apaixona, e acredita que pode conquistá-lo. Ele some sem mais nem menos, e ela fica arrasada, achando que nunca conseguirá ter um relacionamento estável ou alguém que a ame de fato pelo que ela é.
Argh, vou vomitar.
Sério. Mulher é foda e digo isso com conhecimento de causa. Nós falamos tanto que os homens são muitas vezes uns babacas, e até são, quando são filhos da puta suficiente para trair suas namoradas/noivas/esposas, pegar você na balada e querer sustentar esse relacionamento até que ele enjoe do caso e volte pro relacionamento estável, ou uma das duas trouxas descubra. Agora me digam: por que raios uma mulher não pode simplesmente pensar só no lado "Girls just wanna have fun"?
Eu ultimamente tenho pensado assim. Bem egoísta mesmo. Eu quero me divertir. Eu quero aproveitar a minha vida, porque ela não é pra sempre. Agora, alguém me explica por que, como toda mulher, tenho que ser obrigada a passar por crisezinhas sem cambimento e surtos por caras que nem são tão importantes assim?
Meu problema eu sei qual é. Não consigo esquecer. Supero, sim; porque afinal de contas, ficar remoendo caso antigo deve dar câncer. Mas a minha memória é traidora. Músicas, cheiros, lugares, falas, situações coincidentes. Um desses itens, e pronto: a babaca aqui já começa a ficar mal.
Mas tenho superado isso. Teho acreditado mais que sou alguém que vale a pena, e que também su muito nova pra encanar com bostinhas assim. E puxa vida, acredito que toda mulher pode ser assim também. Não dá pra ficar sofrendo por todo cara que a gente se relaciona, a gente também pode pensar como homem e no fundo só querer um pouco de sexo, porque isso também faz bem.
E juro: toda vez que vejo uma mulher sofrendo porque um cara ficou com ela - ele querendo diversão; ela, amor - e sumiu depois de um tempo, me faz acreditar e ser cada vez mais desencanada e agir exatamente como eles agem. Porque as mulheres também podem se divertir e não querer nada sério.
Sem feminismos resguardados, mas o papo do sexo frágil está tão fora de moda e tem tanta gente usando que às vezes fico irritada...
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